Insolação, 2026
Instalação de técnicas mistas com luzes de néon, pintura, fotografia, vídeo e desenhos.
Dimensões variáveis.

Insolação foi uma exposição individual concebida como uma instalação na Galeria Cave, em Fortaleza, Brasil. Partindo do projeto de pesquisa Direito à Sombra, a exposição articula temas relacionados à ecologia, ciência de dados, arquitetura, cosmologia e tecnologia digital. Com curadoria de Lucas Dilacerda, a exposição tem como foco a alta incidência solar no Ceará e foi desenvolvida durante a residência internacional “Mormaço: arte, clima e modos resilientes de viver nas cidades”.

“Através de uma poética da abstração de dados, Mari utiliza cor e forma para mapear uma cartografia metafísica na qual o amarelo fluorescente indica exposição solar e o cinza sinaliza áreas de concreto brutalista. A artista se apropria de tecnologias originalmente desenvolvidas para vigilância e controle de massa, subvertendo sua função para fins poéticos e para gerar reflexões críticas sobre o presente.” (Lucas Dilacerda, curador)

Fevereiro em Fortaleza, 2026. Tinta acrílica e látex sobre tela. 10 x 10 cm cada. Esta série de doze pinturas geométricas faz referência às doze horas do relógio, nas quais realizamos um cálculo matemático da interseção entre a incidência solar, a altura dos edifícios e a projeção das sombras, a fim de determinar áreas equivalentes de luz e escuridão em uma hora específica do dia em Fortaleza.

Cityscape I, II e III, da série Color Syntaxes, 2026. Cimento, acrílica e colagem sobre papel. 20 x 28 cm cada. Estes desenhos realizados com pasta de cimento funcionaram como um diário de experiências pessoais na cidade, onde a luz do sol se cruza com as superfícies de concreto da cidade.

Detalhes de Cityscape.

Insolação, 2026. Vídeo em loop, sem som. O vídeo que dá nome à exposição utiliza o símbolo de carregamento para evocar a forma do sol e, ao mesmo tempo, o pensamento maquínico, que opera em uma escala temporal distinta do tempo humano. Um ensaio para transformar o tempo digital e ansioso em uma experiência natural meditativa.

Vista da exposição. “Mari produz uma síntese absoluta do espaço por meio de formas geométricas essenciais. Ela recorre à geometria sagrada para se aproximar de uma cosmologia do calor, fundamentando sua prática na profanação de tecnologias racionais para criar formas intuitivas, abstratas, geométricas, orgânicas e sensíveis ao mundo.” (Lucas Dilacerda)

Concrete, 2025. Pasta de cimento e tinta acrílica sobre tela, 10 x 10 cm.

Avenida Paisagísitca, 2026. Díptico, fotografia digital e moldura de acrílico. 10 x 10 cm cada.

Fotografias: Pedro Bessa.
Galeria Cave: Pedro Diógenes, Pedro Bessa, Virgínia Pinho, Dharana Vieira.